

Quero compartilhar com vossa senhoria um comentário que deixei numa postagem do André Barcinski, famoso jornalista brasileiro, já próximo dos sessenta anos de idade, que ainda trabalha com cultura mais alternativa e que, apesar da idade, continua apaixonado por um universo com bastante apelo ao público de cabeça mais arejada. Também esclareço que ele abandonou um grande veículo da imprensa mainstream - o jornal Folha de São Paulo - para viver só da sua arte, ou seja, um blog com cerca de setecentos apoiares, um canal no Youtube e, nas horas vagas, também escreve livros com forte inspiração jornalista. É meu homenageado da semana. Vamos lá:
Li MALDITO há mais de duas décadas. Na época era bem mais jovem e fiquei empolgadíssimo sobre como conseguiu, do Seu Mojica, autorização para tornar explícitas passagens da vida dele muitíssimo pessoais; virou meu biógrafo preferido no Brasil, melhor até que o badalado e censurado Ruy Castro, biógrafo do melhor cronista esportivo brasileiro de todos os tempos, Nelson Rodrigues. Quem aqui elogia é fiel admirador do maior clássico da filosofia cristã-católica, CONFISSÕES, de Santo Agostinho, melhor biógrafo de si mesmo que já habitou a face da Terra. Num Brasil onde pulula biografias escritas por ghostwriters para serem indicadas por livreiros embusteiros nos supermercados da autopromoção, é um alívio sua novidade, principalmente para alguém como eu que, para formar opinião com amplo direito ao contraditório, já teve que ler açucaradas biografias de santos populares reduzidos aos seus extraordinários; enquanto que, para alcançar a santidade, passaram por perseguições até dentro da Igreja, principalmente na época da Santa Inquisição (São João da Cruz), mas também numa era mais recente, o pós-guerra do Século XX (São Padre Pio). Parabéns pela nova empreitada, talento você tem de sobra e seu empenho pela verdade é seríssimo e provado no tempo, sempre longe de criar heróis mascarados com alguma história de sucesso para lucrar em palestras motivacionais para uma medíocre classe média que busca honrarias avaliadas só em pecúnia. Viva os escritores independentes!. GONZO E HIPERGRÁFICO
Enviado por GONZO E HIPERGRÁFICO em 17/04/2026
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