

NOVO FOCO NOS MEUS TEXTOSEm trinta e sete dias no Recanto das Letras publiquei 30 textos, que tiveram 210 leituras, 3 micro e-books, que tiveram 24 leituras, uma obra com 160 páginas que queria ver impressa foi publicada de forma independente na Amazon e o principal, fiz 5 amizades com gente de conteúdo que, além de criativo, é profundo e honesto. Satisfeito com minha curta jornada por aqui, quero melhorar e, para tanto, vou voltar às minhas raízes de fã do que é menos popular e, portanto, mais independente de respostas nas redes sociais. Longe de mim virar um escritor maldito, mesmo alguém que sente falta da crueza de um texto que sangra nas mãos do leitor mais desavisado com o conteúdo provocador da obra. Dinheiro e fama já tiveram lugar nas minhas fracassadas buscas e foi de forma silenciosa que sobrevivi até aqui; finalmente com diagnóstico preciso sobre minha enfermidade - esquizofrenia e hipergrafia -, consegui equilíbrio para não mais brigar com o imaginário e, compensado com a ajuda de eficaz medicação e de grupo de apoio psicológico no CAPS aqui da minha cidade, logo fujo definitivamente da aposentadoria que os peritos me propuseram e provo que posso levar uma vidinha normal sem ser importante num mundo paralelo minuciosamente construído por mim, que ruiu para dar espaço a alguém que agora ri do seu passado. Ato contínuo, pretendo ficar bem informado, principalmente, com o jornalismo cultural do André Barcinski, fera de longa data com discos, livros e filmes de impecável gosto para quem não aguenta mais ouvir sobre a nova aventura do Capitão América; nem meu filho de 13 anos continua nesse infantilismo de salvador da pátria! Prefiro Clint Eastwood dos bons tempos no velho oeste ou na grande cidade fazendo papel de vilão ou de policial resolvendo as pendências da fita com atitude efetivamente humana. Agora, minhas questões de sobrevivência num mundo hostil incluem as de um adolescente aos meus cuidados, isto é, participar ativamente da sua vida acadêmica, espiritual e dos seus momentos de lazer. Para tanto, recordo minhas memórias juvenis para, atualizadas, dar testemunho sensível às necessidades dele que, entre algumas notas nos teclados ou no violino, camisetas pretas de banda de rock e entre o seriado japonês e o que assiste com a mãe, está formando gosto pelo que dribla o efêmero e até livro de adulto já pesquisa na WEB. Enfim, sobre minha caminhada na fé e meus encontros e desencontros na santa e pecadora Igreja; pretendo deixar de fazer o trabalho do Tinhoso no lugar dele ou seja, provocar divisão no rebanho e, mesmo sem aceitar o que a igreja doméstica do Brasil se tornou em muitas rádios e tevês, a saber, um balcão de fantasias que flerta com o comércio até de testemunhos de gente humilde e bem piedosa, vou procurar não deixar minhas dificuldades me consumirem para o mal e relaxar: meu menino já tem aversão aos espetáculos da fé, é o que me importa. Sorte para todos nós, escritores e, ao mesmo tempo, leitores; que um continue fazendo diferença positiva na vida do outro e que cresçamos como seres humanos com honestidade mas sem perder a caridade. Bons Ventos. Paz e Bem.
GONZO E HIPERGRÁFICO
Enviado por GONZO E HIPERGRÁFICO em 18/03/2026
Alterado em 16/04/2026 Comentários
|