GONZO E HIPERGRÁFICO

A VIDINHA COTIDIANA DE UM ESQUIZOFRÊNICO HIPERGRÁFICO PERDIDO NA WEB

Textos

CONTEÚDOS ON-LINE E A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Meditando sobre o ocorrido no Rio de Janeiro - estrupo coletivo de uma adolescente - e sobre o número escandaloso de feminicídio e outras formas de violência contra a mulher, além de ser pai de um jovem do sexo masculino com treze anos de idade, cheguei a uma conclusão que, a priori, pode soar machista: as mães, que são do sexo feminino, precisam se organizar mais pela educação dos filhos homens, ou vão continuar no denuncismo vazio de respostas para tantas formas de ações que chocam os brasileiros todos os dias nos principais meios de comunicação.

 

Sim, minha esposa não precisa trabalhar fora de casa, então é muito presente na criação do nosso filho, que é aluno diamante na escola e vive a fé com fervor. Ela também teve muita atenção dos seus pais, formou-se numa importante universidade federal, está sempre bem informada, em suma, mãe de um futuro adulto que participará como principal provedor financeiro da casa no seu matrimônio, tratará sua esposa com respeito e admiração, ajudará nas tarefas domésticas, respeitará a intimidade e as opiniões da escolhida como companheira para toda a vida aqui na Terra etc.

 

Acredito que toda mãe deve contar com uma equipe de apoio formada pelos avós, outros familiares de confiança, por amigas, colegas de trabalho, gente responsável dos grupos nas redes sociais, enfim, uma rede de confidentes para ajuda honesta e imparcial quando notar algo digno de observação no marido ou no filho; terceiros pacientes e atenciosos são uma grande riqueza quando um problema de caráter de algum próximo do sexo masculino aparecer. O mal será cortado pela raiz.

 

Fui Oficial de Justiça durante trinta anos e aqui em São Caetano do Sul, município com melhor IDH do Brasil, todos os dias sai pelo menos um mandado de ação fulcrada na Lei Maria da Penha. Violência não tem classe social. Já conversei com muitos homens “convidados” pelo Magistrado a, obrigatoriamente, deixar sua residência e manter distância da vítima, sob pena de ser preso; a maioria se arrepende após a manifestação da Justiça. Ah, teve um caso curioso sobre uma mãe com filho de colo que, sem lugar para se proteger, foi se abrigar na casa da sogra - que também conheci -, que me disse que seu queridinho filho aprendeu a violência com o pai. É principalmente o berço, ou seja, a educação recebida em casa, que faz um homem respeitar ou não as mulheres. Também curioso foi chegar na residência do casal e a mulher dizer que pensou melhor e que não precisava cumprir a medida protetiva pois fizeram as pazes; neste caso, alertei que se procurou a delegacia só lá deveria agir novamente. Cumpri o mandado acompanhando o réu para fora de sua casa após longa conversa; quem me garantia que o medo não havia tomado lugar da razão?

 

Concluindo, os conteúdos on-line, principalmente a pornografia e as redes sociais, tanto podem ajudar quanto incentivar um comportamento antissocial. Vamos escapar dessa armadilha, mãe? E você, esposa, que deu azar ao escolher um desiquilibrado para viver com vossa senhoria, denuncie, pois funciona, mesmo se ainda gosta dele; muitos casos acabam em reconciliação e um proveitoso tempo longe da traumática ameaça faz milagres na vida de uma mulher ofendida. Já se desistiu definitivamente dele pela gravidade da agressão e ele não aceita o rompimento da relação, muito cuidado, continua te seguindo nas redes sociais, portanto não se exponha, mantenha uma nova tentativa com outro companheiro em segredo e permaneça vigilante. Ah, é ano eleitoral, então exija dos candidatos tornozeleira eletrônica para os agressores. Funciona bem!

GONZO E HIPERGRÁFICO
Enviado por GONZO E HIPERGRÁFICO em 12/03/2026
Alterado em 16/04/2026


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